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Estes Incríveis Baianos: “Indigente” da UFBA levam projetos a simpósio

Data: 
09.11.2006

Dando continuidade a série Estes Incríveis Baianos, uma excelente notícia vinda da UFBA sobre um grupo de estudantes que estão representando a Bahia na SBGames. Acredito fortemente que a força de vontade aliada à criatividade é capaz de coisas impressionantes.

Parabéns aos alunos da UFBA e à Profa. Cristina Von Flach (fui aluno dela!) pela perseverança e garra. Espero que os alunos aproveitem a SOFTEX e incumbem esta idéia.
Um grupo de alunos do curso de Ciência da Computação da UFBA segue hoje (7) para Recife (PE), onde participa do V Simpósio Brasileiro de Desenvolvimento de Jogos (SBGames), maior evento dessa área no país, promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Denominado “Indigente”, o grupo reúne 15 estudantes interessados em desenvolvimento de jogos eletrônicos e pesquisa da arte da computação. Na capital pernambucana, o grupo vai apresentar dois produtos: um motor para jogos, batizado de INGE (Indigente Game Engine), e o jogo “We are the champignons” (uma “batalha” entre cogumelos e azeitonas para controle de uma pizza). O jogo, bem como as informações relativas ao motor, está disponível aos interessados no portal sf.net (sourceforge.net), um site voltado para a popularização de softwares livres. O nome “Indigente” remonta à origem do grupo, que começou sem qualquer apoio ou recurso e hoje conta com computadores e uma sala própria no Instituto de Matemática.

Atualmente coordenado pela professora Cristina Von Flach, o “Indigente” participa com sucesso do SBGames desde 2004, quando obteve a segunda colocação no cômputo geral. Na edição do ano passado, a SBC aceitou a inscrição de artigo científico sobre inteligência artificial escrito por Ivan Medeiros Monteiro, um dos integrantes veteranos do grupo. Tal destaque tem despertado o interesse de outros estudantes de Computação, que duas vezes por ano se submetem a um processo de seleção de novos membros. Para tanto, os veteranos se encarregam de ministrar cursos de capacitação, principalmente para calouros. De acordo com o estudante Humberto Bandeira, o Indigente deve abrir-se à participação de estudantes de outras áreas, a exemplo de Comunicação e Artes, para suprir lacunas observadas nos aspectos informativos e visuais de seus produtos, especialmente os jogos.