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Grupo Indigente mostra trabalho no SBGames

Data: 
07.11.2007

THÉO AZEVEDO
Enviado especial a São Leopoldo

Indigente, de acordo com o Houaiss, é "que ou aquele que vive em indigência, sem condições de suprir suas próprias necessidades; miserável, necessitado, pobre". Mas, em Salvador, a palavra ganhou um novo significado, servindo de identidade para um grupo de pesquisa e desenvolvimento de games que nasceu na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e que, novamente, leva os trabalhos de seus integrantes ao SBGames.

O Interactive Digital Entertainment ("Indigente", sacou?), nasceu entre os anos de 2003 e 2004, fruto de uma espécie de "insurgência" de alguns estudantes de Ciências da Computação da UFBA, que se interessavam por jogos, mas não eram levados a sério por professores e até mesmo pela própria universidade. A paixão pelos games, no entanto, falou mais alto e valeu insistir: hoje, o grupo conta com uma sala e até mesmo com um coordenador, sem falar que a UFBA dá uma força nas despesas com viagens, por exemplo.

Contudo, os atuais dez integrantes do grupo não têm bolsa ou qualquer compensação financeira. "Somos todos voluntários, mas para um bando de estudantes, conseguir espaço na universidade e criar jogos na Bahia já é uma vitória", comemora Beto Bandeira, que tem 27 anos.

O SBGames é parada obrigatória dos "indigentes" desde a criação do grupo - em 2007, aliás, a Bahia foi o segundo maior Estado em número de participantes, atrás apenas do Rio Grande do Sul, onde o evento está sendo realizado. Dentre as conquistas do Indigente, estão um 2º lugar no Festival de Jogos Independentes, em 2004, e o 3º dois anos depois.

O jogo bem colocado em 2006, mais recente projeto da trupe, é "We are the Champignons" (sim, é esse mesmo o nome), uma disputa multiplayer entre cogumelos e azeitonas. O território é uma pizza, e a munição ketchup. Quantos podem jogar? "Em tese, até 16 pessoas, mas como não temos tantos PCs assim para ter certeza, já testamos com seis", explica Bandeira, que não se vê fazendo outra coisa na vida que não games.

Pelo visto, o dendê da produção dá resultados, afinal, o Indigente já alcançou alguns feitos interessantes. "Air Rox", o 2º colocado em 2004, foi portado por um produtor da Finlândia para a linguagem FreeBSD.

Mais detalhes sobre os projetos do grupo, estão disponíveis no site oficial.